quinta-feira, 25 de abril de 2013

Conferência “O Modelo Social Europeu e a Economia Social de Mercado” em Lisboa



Promovida pelo Centro de Excelência Jean Monnet da Universidade de Lisboa, a conferência “O Modelo Social Europeu e a Economia Social de Mercado” vai ter lugar nos dias 29 e 30 de abril na Faculdade de Direito da UL.
Coordenada pelos Professores Doutores Fausto de Quadros e Luís Pereira Coutinho, esta Conferência desenvolverá as seguintes temáticas:
- A dimensão social da integração europeia desde a década de 50. O adquirido social da União;
- A Europa social e os seus valores: o atual Modelo Social Europeu;
- O significado e o alcance da inclusão nos Tratados da Economia Social de Mercado como modelo económico e social da União Europeia;
- A coesão económica e social na União Europeia;
- O impacto da atual crise económica no modelo social e nas políticas sociais tanto da UE como dos Estados Membros, tendo em especial consideração os indivíduos mais afetados pela crise;
- Os novos desafios para a política social da União Europeia, sobretudo em tempo de crise.
Consulte o Programa.

A participação é gratuita mas sujeita a inscrição prévia através do email: excelencia@ul.pt até 26 de abril.

Para mais informações, clique aqui
Fonte:  mlfonseca.net |O lugar das ciências sociais e humanas"

terça-feira, 23 de abril de 2013

2ª Edição da Bolsa do Empreendedorismo | 9 maio


Para celebrar o Dia da Europa venha à segunda edição da Bolsa do Empreendedorismo: 
€ 15000 para por a sua ideia a render!
 Este ano, a comemoração do Dia da Europa - 9 de maio - realiza-se na Aula Magna da Universidade de Lisboa, com a 2ª edição da Bolsa do Empreendedorismo. Quem participar nesta iniciativa de apoio à economia e ao emprego poderá candidatar o seu projecto a prémios de apoio ao empreendedorismo no valor total de € 15000.
Se tem uma boa ideia ou deseja fazer crescer o seu negócio, esta será uma oportunidade rara de receber formação e conselho gratuito de especialistas, bem como de estabelecer contactos de alto valor acrescentado.
Na Bolsa do Empreendedorismo estará ainda disponível uma "Loja do Cidadão Empreendedor", com Gabinetes de Apoio dedicados a temas que passam do capital de risco à propriedade industrial, passando pelos recursos humanos e à incubação.
acesso é livre das 9h30 às 19h30, com inscrição necessária apenas para os workshops. A equipa do programa The Next Big Idea estará presente ao longo de todo o dia para proceder ao registo das melhores ideias a exibir na televisão.
■Para inscrição nos workshops: 966 567 655 |bolsadoempreendedorismo@gmail.com
Esta iniciativa da Representação da Comissão Europeia em Portugal, com o Gabinete do Parlamento Europeu, em parceria com a Universidade de Lisboa e enquadrada na Semana do Empreendedorismo da Câmara Municipal de Lisboa, conta com a quase totalidade das entidades públicas e privadas que apoiam o empreendedorismo.
Ligações úteis:
■Sítio web da Bolsa do Empreendedorismo
Programa pdf - 12 KB [12 KB]
Fonte: ACEGIS e Comissão Europeia em Portugal

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Um pouco mais que 1 em cada 10 residentes em idade ativa efetuou voluntariado - 2012


Resumo 
Por ocasião da divulgação da Conta Satélite da Economia Social 2010, o INE divulga os resultados do Inquérito ao Trabalho Voluntário 2012. A taxa de voluntariado estimada para 2012 foi de 11,5%, isto é, cerca de 1 milhão e 40 mil indivíduos da população residente com 15 ou mais anos participou em, pelo menos, uma atividade formal e/ou informal de trabalho voluntário. Estima-se que as ações de voluntariado corresponderam a cerca de 4% do total de horas trabalhadas e que o seu valor monetário equivalente correspondeu aproximadamente a 1% do PIB.
Texto integral do Destaque
Download do documento PDF (426 Kb)
 



Fonte: INE

Serviço comunitário DiferenteMENTE, IgualMENTE, da ADFP, em seis concelhos do Distrito.


A Fundação ADFP inicia no dia 15 de Abril o projeto de Apoio Domiciliário na Saúde Mental, Serviço Comunitário, em parceria com a Direção Geral de Saúde.
O Serviço Comunitário é constituído por uma Equipa Domiciliaria de Saúde Mental , da qual fazem parte uma psicóloga, técnico de serviço social  e  enfermeiro. Destina-se a pessoas com doença mental que, com o apoio domiciliário, podem manter-se na sua residência, junto da família e vizinhos, prevenindo recaídas e evitando novos internamentos.  A área geográfica de intervenção inclui Coimbra, Condeixa-a-Nova, Lousã, Miranda do Corvo, Penela e Vila Nova de Poiares. 
A Fundação ADFP teve em funcionamento, nos anos de 2008 a 2010, o Serviço Comunitário, resposta domiciliária integrada, multimunicipal, em seis concelhos do distrito de Coimbra. Nessa a altura beneficiavam de acompanhamento cerca de 80 utentes com doença mental grave.
Dificuldades económicas obrigaram o anterior Governo a cancelar o apoio a este serviço comunitário. A credibilidade da fundação ADFP permite agora o reinicio deste projeto, mesmo num período de grave crise económica e com muitas restrições orçamentais por parte do Estado.
Uma política de saúde mental não pode prescindir de boas respostas comunitárias, que facilitem a integração e inclusão das pessoas com doença psiquiátrica. È fundamental criar condições para que a pessoa com doença psiquiátrica possa continuar integrada junto da comunidade, vizinhos e família. È importante  humanizar o apoio aos doentes psiquiátricos e combater o estigma que durante séculos condenou a doença mental á “guetização”, ao ostracismo e ao tratamento em hospitais asilares , com grades nas janelas e trancas nas portas tipo prisão.
Para além desta resposta comunitária , a Fundação ADFP integra pessoas com problemas de saúde mental nas valências destinadas a pessoas com deficiência ou doença crónica incapacitante, designadamente nas valências de Fórum Sócio Ocupacional, Centro de Actividades Ocupacionais e Formação Profissional.
A Fundação ADFP desenvolve um projeto pioneiro DiferenteMENTE, IgualMENTE, que integra varias respostas residenciais, adaptadas ao nível de dependência e capacidade de integração de cada pessoa, respostas ocupacionais e agora este serviço comunitário. A Fundação ADFP já recebeu vários prémios nacionais pelo trabalho inovador com pessoas com doença mental, sempre numa lógica de inclusão e combate á marginalização.
No futuro, a ADFP pretende continuar a apostar na inclusão da pessoa com doença mental, procurando adaptar os serviços existentes às características individuais de cada doente.  A ADFP aposta em  desenvolver novas formas de intervenção para responder melhor às necessidades das pessoas com doença mental grave, respeitando orientações técnicas de elevada qualidade, mas que não prescindem da bondade dos prestadores.

Fonte: ADFP

Ciclo de Workshops “Olhar(es) (d)a diversidade”



As questões da diversidade de género e sexual, presentes em todos os espaços socioeducativos, assumem extrema importância para qualquer profissional de educação. Este deve ver-se como agente de valorização das diferenças, não somente na escola, mas também noutros espaços sociais em que os/as adolescentes e jovens se encontram inseridos.
Os workshops constituem uma mais-valia para os/as (futuros/as) profissionais de educação promoverem uma escola inclusiva e não discriminatória, contribuindo para a formação de cidadãos e cidadãs participativos/as, reflexivos/as, autónomos/as e empenhados/as na construção de uma sociedade liberta de preconceitos sexuais.
 Destinatários: Estudantes universitários e profissionais de educação, saúde, serviço social, psicologia e demais áreas de interesse.



Formadora: Regina Alves

  • Workshop: “Género e diversidade sexual na comunidade escolar"
4 Maio: 14h30 – 17h30
Convidada: Profa. Dra. Cláudia Maria Ribeiro, Universidade Federal de Lavras - Brasil
  •  II Workshop: “Homossexualidade: liberdade e/ou dificuldades?
11 Maio: 14h30 – 17h30
Convidada: Profa. Dra. Ana Maria Brandão, Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho
  •  III Workshop: “Educação afetivo sexual orientada para a ação: desafios para os educadores
18 Maio: 14h30 – 17h30
Convidada: Profa. Dra. Maria Teresa Vilaça, Instituto de Educação, Universidade do Minho
Fonte: Regina Alves 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

SUSTENTABILIDADE DAS IPSS PROGRAMA DE AÇÃO


A CNIS encontra-se a desenvolver o projecto “Programa de Acção para a Sustentabilidade das IPSS”, que tem por objectivo global desenvolver um conjunto de 11 Programas Operacionais para a implementação de recomendações para a sustentabilidade das IPSS. No essencial, estas recomendações emanam do estudo “As Instituições Particulares de Solidariedade Social num Contexto de Crise Económica”, promovido também pela CNIS. 
A versão síntese deste estudo está disponível em: http://novo.cnis.pt/index.php?ToDo=read_news&id=335 
Para alcançar esse objectivo global, o projecto define como objectivos específicos: 
. Promover a VIABILIDADE económica e financeira das IPSS; 
. Promover a SUBSISTÊNCIA das IPSS na perspectiva da adequação entre respostas prestadas e necessidades sociais; 
. Promover a COMPLEMENTARIDADE entre as próprias IPSS, mas também entre estas a as restantes entidades da sociedade civil, bem como o Estado. 


Para o desenvolvimento deste projecto, a CNIS conta com o envolvimento e o empenhamento de IPSS suas associadas. 

A execução técnico-científica do projecto envolve uma equipa diversificada, liderada e coordenada pela IPI Consulting Network Portugal. A metodologia do trabalho prevê, entre outras componentes, o contacto com IPSS para recolha de informação. 
Qualquer dúvida ou pedido de esclarecimento pode ser endereçado para o email cnis.porto@mail.telecpac.pt ou para Mário Barroqueiro, email mario.barroqueiro@ipi.pt telefone 213825460 

Data: 2013-03-05
Fonte: Solidariedade.pt

Tem de haver mais envolvimento do Estado na construção de respostas em lares de idosos

Inquérito da DECO
Tem de haver mais envolvimento do Estado na construção de respostas em lares de idosos 

Dois em cada três idosos que vivem em lares têm um rendimento inferior à mensalidade da instituição, tendo de recorrer a poupanças ou à família para conseguir pagar, revela um inquérito da DECO que envolveu 690 portugueses. O estudo da revista Proteste, que decorreu em Março de 2012 em Portugal, na Bélgica, na Espanha e em Itália, envolveu uma amostra da população entre os 50 e os 65 anos, tendo como destinatários familiares de utentes de lares que acompanharam o processo de institucionalização. A Proteste recebeu 3.130 respostas, sendo 690 portuguesas, a maioria (70%) de filhos de idosos institucionalizados.
Os resultados do inquérito, publicados na edição de Março/Abril da Proteste, indicam que um em cada quatro idosos precisa de mais de 500 euros por mês para completar o valor da factura. A estadia num lar custa, em média, 770 euros mensais, um valor que é inflacionado pelas mensalidades das instituições privadas, cuja média ronda os 925 euros. Nas que têm financiamento público situa-se nos 550 euros. 

Dados do Ministério da Solidariedade e Segurança Social, divulgados na base de dados Pordata, indicam que, em 2011, quase 1,2 milhões de pensionistas de velhice do regime geral da Segurança Social (cerca de três quartos do total) auferiam uma reforma entre 251 e 500 euros. O estudo demonstra que, em mais de metade dos casos (53%) são os familiares que desembolsam o dinheiro em falta. Já 38% dos utentes vão buscar essa parcela às suas poupanças. Na Bélgica, em Espanha e em Itália a tendência é inversa, com 69%, 51%, 50% dos idosos, respectivamente, a recorrerem ao seu pé-de-meia para fazerem face às despesas com o lar. 

A esmagadora maioria dos inquiridos que disse apoiar o familiar não tem nenhum tipo de apoio financeiro. Os cerca de 10% que beneficiam recebem, em média, 420 euros. Além da mensalidade fixa, os lares podem cobrar bens e serviços extras, como fraldas, medicamentos e fisioterapia, que representam, em média, um gasto mensal de 125 euros. 

Mais de três quartos dos inquiridos disseram ter de pagar a mensalidade por inteiro quando os familiares se ausentam do lar por longos períodos. Apenas 5% afirmaram estar isentos até um determinado número de dias, fixado pela instituição, e terem beneficiado de um abatimento equivalente ao preço da alimentação.

Os autores do estudo consideram "compreensível que determinadas despesas fixas da instituição tenham de ser cobradas, independentemente de o idoso estar ou não presente", mas defendem que deve haver, pelo menos, uma redução da mensalidade durante esse período. Cerca de 30% dos idosos pagaram uma caução para serem admitidos, na maioria dos casos a rondar os mil euros, que serve de garantia de pagamento de prestações em dívida ou de eventuais danos causados ao mobiliário ou às instalações. Contudo, cerca de dois terços revelaram não ter recebido a caução quando os idosos deixaram a instituição, sendo a situação mais frequente nos lares público-privados: oito em cada dez ficaram com o dinheiro.

ÚNICA OPÇÃO PARA CERCA DE UM MILHÃO DE IDOSOS
Oito em cada 100 inquiridos no estudo da Deco tiveram de demitir-se ou pediram licença do trabalho para tomar conta de um familiar idoso que aguardava por uma vaga numa instituição da terceira idade. Quase um milhão de idosos não consegue ou tem muita dificuldade em realizar actividades como comer, andar ou cuidar da sua higiene, sendo o lar encarado como a "única opção" para muitos deles e para as suas famílias. "Mas a espera por cama, comida e roupa lavada pode ser longa", refere o inquérito da Deco/Proteste, segundo o qual um em cada dez idosos esteve cerca de um ano em lista de espera para entrar num lar e 5% mais de três anos.

O estudo refere que 40% dos participantes admitiram fazer sacrifícios para apoiar o familiar enquanto esperava uma vaga na instituição. Enquanto aguardavam, 38% dos participantes optaram por tratar do idoso, 30% contrataram uma pessoa ou serviços privados, 26% limitaram-se a esperar, 15% instalaram o familiar temporariamente noutro lar e 14% recorreram a serviços públicos ao domicílio. 

Um em cada dez inquiridos deixou o idoso internado num hospital até ter lugar no lar. "Trata-se de um encargo que o Serviço Nacional de Saúde não deveria ter de suportar, para além de que as camas de hospital já são poucas para os doentes que realmente precisam delas", adverte o estudo, publicado na revista Teste Saúde. 

Dois terços dos inquiridos tentaram encurtar o tempo de espera, com 30% a reclamarem junto do lar e 56% a admitirem ter recorrido a "cunhas". Alguns mentiram, dizendo que o estado de saúde do idoso era mais grave do que na realidade, e uma minoria revelou ter oferecido dinheiro a funcionários do lar para obter vaga. 

Cerca de um terço dos inquiridos queixou-se da falta de transparência nas condições de acesso, e quase 30% referiram que não havia regras específicas para a entrada no lar ou lista de espera. 

Mais de 40% consideraram "bastante complexo o processo de admissão em lares públicos e público-privados". Apesar de a maioria estar satisfeita com o serviço do lar, há aspectos que mereceram desaprovação, como a falta de atividades de lazer (44%) e de profissionais (37%).

Quatro em cada 10 inquiridos apontaram ter havido algum problema relevante, sendo o mais frequente (25%) o desaparecimento de bens pessoais, seguindo-se os maus-tratos verbais (18%) e físicos (6%) por parte dos funcionários, bem como acidentes provocados por negligência destes (15%) ou falta de segurança nas instalações (9%). 

RESULTADOS “ASSUSTADORES”
A associação Deco/Proteste considerou "assustadores" os resultados do inquérito que indicam que dois em cada três dos idosos não têm capacidade para pagar o lar, considerando que a situação é grave e tem tendência a agravar-se. "Este estudo identifica claramente um grande problema: há um desfasamento cada vez maior entre a oferta existente e a procura deste tipo de estrutura", disse à agência Lusa Bruno Campos Santos, da revista Proteste. 

Bruno Campos Santos explicou que "a esperança de vida está a aumentar e a pressão da fatia dos idosos está a ser mais rápida do que o crescimento da resposta ao aprofundamento das necessidades, que sempre existiram, mas que agora se colocam com maior premência".

Segundo o INE, em 2050 um terço da população portuguesa será idosa. Actualmente, de acordo com os censos 2011, os indivíduos com mais de 65 anos representam já cerca de 20% da população. "O caminho que se está a fazer é claramente o de agravamento deste problema", disse o técnico, considerando que a reposta ao problema passa por um maior envolvimento do Estado. Tem de haver "um aumento do envolvimento do Estado na construção de respostas para este problema, seja ao nível da criação ou desenvolvimentos de estruturas próprias, seja através dos acordos que estão a ser estabelecidos com instituições de solidariedade social, que têm aqui um papel relevantíssimo", sublinhou. "Terá de ser por aqui o caminho para tentarmos minimizar o impacto deste problema", comentou. Bruno Santos alertou que há lares que apresentam um determinado tipo de oferta e depois não cumprem, porque "os custos não permitem que haja essa correspondência", explicou. 

O inquérito revela que 17% dos lares não cumprem com as actividades prometidas, 17% apresentam custos inesperados no final do mês, "uma pressão adicional sobre as famílias" e 12% reportam o aumento inesperado da mensalidade, numa altura em que "os orçamentos familiares estão com elasticidade zero", adiantou. Bruno Campos Santos adiantou que "o desejável" seria que a fiscalização conseguisse controlar todas estas situações, mas é preciso compreender que "há hoje uma margem do sistema que vive na ilegalidade". "Todos nós sabemos de casos de proprietários de lares que fecham na rua A e passados uns dias abrem na rua B", comentou, adiantando que as famílias têm de ter "um papel de escrutínio". "É fundamental que as famílias se informem sobre as condições que um lar tem de apresentar para funcionar", disse, acrescentando: "Não podemos pensar que a fiscalização consegue estar permanentemente a acompanhar a criatividade destes proprietários de lares ilegais". 

10 MIL IDOSOS EM LISTA DE ESPERA
A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, que representa quase 2700 entidades, 1300 das quais com lares, estima que existam cerca de 10 mil idosos em lista de espera. Segundo a CNIS, poderá haver, em três anos, até mais 4 mil camas nas instituições, resultado de investimentos cofinanciados pelo Estado português e por fundos comunitários, mas é um número que, manifestamente, continuará a ser insuficiente face à procura.

A CNIS recomenda que o Governo deve dar continuidade à expansão da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, com equipas domiciliárias que apoiem os cuidadores informais e prestem cuidados de saúde aos idosos.

Segundo o Governo, foram criadas mais cerca de quatro mil novas vagas desde as alterações à lei dos lares, há um ano. A medida foi publicada em Diário da República a 21 de Março e tinha como objectivo definir as condições de organização, funcionamento e instalação das estruturas residenciais para pessoas idosas. Para maximizar a capacidade instalada, a nova legislação permite que os quartos individuais possam ser usados como quartos duplos, desde que a dimensão da divisão o permita. Com esta legislação, o Governo previa conseguir um aumento potencial de cerca de 20 por cento, que se poderia traduzir em 10 mil vagas, já que, em média, cada estrutura existente teria cerca de sete novas vagas.

Dados da Segurança Social, relativos às instituições com as quais o Governo tem acordos de cooperação, mostram que entre Fevereiro de 2012 e Março de 2013 houve um acréscimo de 7,1% no número de vagas, o que significa que foram criadas cerca de 4 mil novas vagas.

No entanto, contactadas as principais organizações representativas do sector social, os números não são coincidentes: A União das Misericórdias aponta para a criação de cerca de mil camas, enquanto o presidente da Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade não arrisca um número e diz que é um processo em desenvolvimento ainda sem expressão notória.

O presidente da Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade (CNIS) disse que este é um "processo que está em marcha", mas que é um "processo lento" que obriga a adaptações, principalmente ao nível dos recursos humanos. "Isto não é de efeitos imediatos, é lento porque havia necessidade de adaptar as próprias instalações porque um quarto pode ter as dimensões para ter as três pessoas, mas pode não estar ainda suficientemente adaptado para ter estas pessoas", explicou o padre Lino Maia.

O responsável afirmou que a medida foi muito bem acolhida pelas instituições e defendeu que é o caminho a percorrer, mas preferiu não arriscar nenhum número quanto a um aumento da capacidade instalada durante estes doze meses. "Não fizemos ainda nenhum levantamento, mas penso que se o fizéssemos não chegaríamos a resultados muito significativos. É um processo que se está a desenvolver, mas ainda sem expressão notória", afirmou. 

Alertou, por outro lado, que o aumento do número de vagas pode não significar mais acordos de cooperação e que, por isso, as instituições podem ser obrigadas a receber mais pessoas, mas sem mais apoios financeiros por parte do Estado. 

O presidente da União das Misericórdias, por seu lado, defendeu que esta alteração teve como resultados positivos o ter permitido "regularizar alguma capacidade que havia nos lares e que não era permitida", ao mesmo tempo que permitiu instalar mais camas noutros lares. "A nossa estimativa é que no imediato deu à volta mais 460 camas e no total deu cerca de mil camas. A legislação permitiu, de uma forma legal, que era o que não existia, aumentar a capacidade dos lares em cerca de mil pessoas, o que é um aumento muito significativo e muito importante", sublinhou Manuel Lemos.

250 MILHÕES DE EUROS PARA LARES EM 2012
O Instituto de Segurança Social (ISS) assegurou que dá resposta aos casos de idosos em que se confirme uma "necessidade de institucionalização urgente", afirmando que despendeu, em 2012, cerca de 250 milhões de euros para a resposta em lares. O inquérito da associação Deco/Proteste, publicado na revista Teste Saúde, refere que um em cada dez idosos esteve cerca de um ano em lista de espera para entrar num lar e 5% mais de três anos.

A Segurança Social explicou, numa nota enviada à agência Lusa, que os "lares de idosos não são públicos": Podem ser privados com fins lucrativos ou lares de instituições privadas de solidariedade social. Salienta ainda que "não existe uma sistematização de dados de âmbito nacional sobre tempos de espera em lares" e que as condições de acesso aos lares de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) com acordos de cooperação são estabelecidas pelo Regulamento de Admissão. No entanto, sublinha, "da parte do Instituto da Segurança Social sempre que se confirma uma necessidade de institucionalização urgente é dada resposta quer seja através de colocação em lares com acordo de cooperação, quer seja, com a comparticipação de lares lucrativos". 

Neste sentido, o Instituto da Segurança Social afirma que tem vindo a aumentar o número de respostas em lares, passando de 1.771 acordos de cooperação em 2011 para 1.805 em 2012, tendo despendido no ano passado cerca de 250 milhões de euros, mais 20 milhões relativamente a 2011 para as respostas a lares de idosos.

O ISS acrescenta que tem promovido o aumento de outras respostas sociais para idosos, como o apoio domiciliário. "O número de respostas de apoio domiciliário aumentou significativamente", passando de cerca de 65.500 utentes, em 2010, para cerca de 67.500 utentes em 2012, o que representou "um investimento acrescido do Instituto da Segurança Social de cerca de 6 milhões de euros", acrescenta na nota.
Data: 2013-04-08
Fonte: Solidariedade.pt