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quinta-feira, 4 de novembro de 2021

PAMPILHOSA DA SERRA COM RÁDIO SÉNIOR ONLINE

A Santa Casa da Misericórdia de Pampilhosa da Serra está a desenvolver um projeto radiofónico, feito de seniores para seniores, com transmissão online a partir de 1 de outubro.

O projeto é, de acordo informação divulgada no site, “uma referência pioneira no universo das misericórdias portuguesas e também no âmbito geral”, que visa combater a solidão e dar voz aos idosos, tendo um cariz “de intervenção ocupacional que junta conhecimento, informação, tradição e que reaviva sonhos e memórias”.


Fonte: https://www.radiosenior.pt/

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Candidatura | Prémio AGIR


O Prémio AGIR é o mais recente compromisso da REN - Redes Energéticas Nacionais - no âmbito da Responsabilidade Social Corporativa. O objetivo do prémio é incentivar e apoiar iniciativas que dêem resposta a problemas sociais. No seu ano de estreia, o Prémio AGIR vai apostar no estímulo à criação de emprego.

Todos os anos, o Prémio AGIR vai selecionar uma área de intervenção social e distinguir três projetos. Depois de a primeira sessão ter sido dedicada à criação de emprego, a segunda edição é dedicada ao envelhecimento ativo.

É dirigido a associações e organizações com fins não lucrativos. Ao projeto primeiro classificado é atribuído um valor monetário de trinta mil euros, ao segundo quinze mil euros e ao terceiro cinco mil euros.

A seleção é da responsabilidade da REN em parceria com a Bolsa de Valores Sociais (BVS), que vai acompanhar e monitorizar a utilização dos fundos doados a cada projeto apoiado, assim como efectuar a avaliação do impacto social real do apoio da REN a cada projeto.

As candidaturas devem ser apresentadas entre 1 de novembro de 2014 e 15 de janeiro de 2015 por meio do preenchimento da Ficha de Inscrição disponível na página da internet www.bvs.org.pt. Após o preenchimento completo de todos os campos, a Ficha de Inscrição poderá ser enviada no próprio site.

Para saber mais sobre o prémio consulte aqui o regulamento.

Fonte: http://www.ren.pt/sustentabilidade/premio_agir/


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Conferência "Nascer e Envelhecer em Portugal - A baixa natalidade e a sustentabilidade da segurança social"

Na próxima sexta-feira, 12 de Abril, o CETIS – Centro de Estudos do Trabalho e Intervenção Social, realiza a conferência “Nascer e Envelhecer em Portugal – a baixa natalidade e a sustentabilidade da segurança social” às 18h no ISCAC.
A conferência pretende debater a problemática da natalidade e o seu reflexo em todo o sistema de segurança social português, para aprofundar o tema o CETIS convidou o Dr. António Vieira da Silva (Ex-Ministro do Partido Socialista e Deputado na Assembleia da República) e a Dra. Mónica Ferro (Deputada da Assembleia da República pelo PSD).

O debate será moderado pelo jornalista Rui Avelar e contará também com intervenções do Dr. Jaime Ramos (Presidente do Conselho de Administração da Fundação ADFP), Dr. Ricardo Pocinho (Presidente da UGT Coimbra) e do Dr. Manuel Castelo Branco (Presidente ISCAC Coimbra).
O CETIS nasce de uma parceria entre a Fundação ADFP e UGT Coimbra e conta com a colaboração do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra.
Este Centro de estudos tem o objectivo de realizar projectos de investigação, acções de formação e campanhas de informação e sensibilização, assim como outras actividades no âmbito do combate ao desemprego e inclusão laboral de desempregados de longa duração, com ou sem necessidades especiais.
A parceria entre a ADFP e a UGT pretende estudar fenómenos e problemas da sociedade, procurando soluções e defendendo a sua aplicação em realidades práticas. O primeiro evento deste centro de estudos será a conferência promovida sexta-feira no ISCAC, para a qual qualquer pessoa se pode inscrever através do e-mail coimbra@ugt.pt.

Fonte: CETIS

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

"Portugal é o 6º país mais envelhecido do mundo"


Portugal é atualmente o sexto país mais envelhecido do mundo e em quarenta anos passou de país com a maior taxa de natalidade da Europa para detentor da taxa de natalidade mais baixa, segundo estudos hoje divulgados.

 
Durante uma conferência realizada pelo Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) subordinada ao tema "Demografia, Natalidade e Políticas Públicas", a investigadora Anália Torres e a especialista em demografia Maria João Valente Rosa traçaram o retrato do país em termos de fecundidade, natalidade, envelhecimento e do papel da mulher no trabalho e na família.
Maria João Valente Rosa partiu dos dados estatísticos da Pordata para fazer o retrato da realidade portuguesa, através das mudanças demográficas ao longo dos anos.
Apesar de a população portuguesa ter aumentado 1,7 milhões entre 1960 e 2010, "no ano passado batemos o recorde da mais baixa natalidade de sempre, com 89.841 nascimentos", bastante menos do que os ainda assim poucos 107.598 registados em 2011, revelou a socióloga.
Também a investigadora do Instituto de Ciências Sociais e Políticas Anália Torres revelou que Portugal foi o país onde mais desceu a natalidade entre 1990 e 2011 na Europa.
"Era o país com a maior taxa de natalidade e agora a menor", sublinhou.
Por isso, "nascer em Portugal é nascer num país envelhecido", refere Maria João Valente Rosa, salientando que em Portugal se "envelhece de forma acelerada".
Em 1970, Portugal era o país menos envelhecido da Europa e embora todos tenham envelhecido de uma maneira geral, Portugal foi o que mais subiu na tabela, tornando-se em 2011 "um dos mais velhos do mundo", ocupando a 6ª posição.
A idade média da população portuguesa era em 2011 de 42 anos, ao passo que em 1960 era de 28 anos. Atualmente o número de pessoas com menos de 15 anos é inferior àquelas com idade igual ou superior a 65 anos.
Anália Torres, por seu turno, revela que entre 1990 e 2011 todos os países nórdicos, em particular os escandinavos, começaram a subir no índice de fecundidade, enquanto o padrão se manteve sempre baixo nos países do sul, a ponto de atualmente o ponto mínimo de fecundidade nos países nórdicos ser o ponto máximo de fecundidade nos do sul.
Esta mudança teve na base políticas sociais adotadas naqueles países, que têm por base a ideia de que "mulheres e homens têm direito ao trabalho e à família e que as crianças devem ser protegidas por todos e são uma responsabilidade da sociedade", explicou a investigadora.
Esta realidade está traduzida nos dados estatísticos da Pordata, que mostram que as mulheres portuguesas trabalham "muito mais tempo" dos que as mulheres da União Europeia a 27.
"Nos países de referência em termos de fecundidade (como os escandinavos, os países baixos ou a Bélgica), as mulheres estão acima da média da União Europeia (UE) em termos de trabalho a tempo parcial", indicou Maria João Valente Rosa.
Contrariamente, em Portugal, o trabalho a tempo parcial representa 17%, metade da média da UE (33%), acrescentou.
A realidade do mercado de trabalho em Portugal faz com que as mulheres adiem cada vez mais a idade de ter o primeiro filho e tenham como opção ficar apenas com um filho, embora desejassem ter mais se as condições fossem outras, disse a socióloga.
Segundo Maria João Valente, entre 1986 e 2012 a idade materna aumentou em média seis anos, para os 30 anos, e hoje em dia são menos jovens, mais escolarizadas e mais ativas.
No entanto, essas características não são reconhecidas em termos de mercado de trabalho, uma vez que a carga de horas de trabalho (incluindo tarefas domésticas) das mulheres é maior do que a dos homens, mas a remuneração média destes é superior à das mulheres, o que se torna mais evidente, quanto mais escolarizada é a mulher, disse Anália Torres.
A investigadora salientou ainda que a mentalidade dominante ainda no trabalho é que "as mulheres são trabalhadoras com família e os homens são trabalhadores 'livres'".
 

"Portugal é o 6º país mais envelhecido do mundo" por Lusa, texto publicado por Sofia Fonseca08 novembro 2013