domingo, 13 de fevereiro de 2011

Conferência: Violência e Terceira Idade

Os Núcleos Distritais de Lisboa e Évora do Centro de Estudos Judiciários encontram-se a organizar um ciclo de conferências subordinadas ao tema «Violência e Terceira Idade», destinadas aos Procuradores-Adjuntos Estagiários, Juízes Estagiários e Auditores de Justiça dos XXVII e XXVIII Cursos Normais de Formação de Magistrados.
Conhecendo a vocação da APAV para lidar de perto e de forma eficiente com situações de violência e de crime contra as pessoas idosas, o Centro de Estudos Judiciários convivou a APAV, que será representada por Maria de Oliveira na segunda conferência, «Reagir à indignidade da violência em idosos». Esta conferência será realizada no próximo dia 25 de Fevereiro, em Évora, na CCDR – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo de Évora.
Para mais informações:
Centro de Estudos Judiciários

Fonte: APAV

Seminário-Debate: O Voluntariado na Sociedade Portuguesa e no Apoio à Vítima



A Associacão Portuguesa de Apoio à Vítima promove, no próximo dia 22 de Fevereiro, Dia Europeu da Vítima de Crime, um seminário-debate. Este seminário-debate, enquadrado com a celebração do Ano Europeu do Voluntariado, abordará o tema "O Voluntariado na Sociedade Portuguesa e no Apoio à Vítima".

Este evento terá lugar nas instalações de sede da APAV (Rua José Estêvão, nº 135-A, ao Jardim Constantino), em Lisboa.
O seminário-debate tem entrada livre, mas devido ao número limitado de lugares, solicitamos a inscrição - através do telefone 21 358 79 15 ou do email mkt@apav.pt Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar .
Programa

Fonte: APAV

Estatísticas APAV 2010


A APAV todos os anos presta contas da população atendida e apoiada na sua rede nacional de 15 Gabinetes de Apoio à Vítima; das 2 Casas de Abrigo para Mulheres e Crianças Vítimas de Violência; da Unidade de Apoio à Vítima Imigrante e de Discriminação Racial ou Étnica e do 707 2000 77 - Linha de Apoio à Vítima.

Neste sentido, a APAV vem divulgar os dados estatísticos resultantes da sua actividade e missão social de apoiar as vítimas de crime, suas famílias e amigos, prestando-lhes serviços de qualidade, gratuitos e confidenciais e contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas, sociais e privadas centradas no estatuto da vítima.
Além das Estatísticas APAV 2010, a Unidade de Estatística da APAV produziu uma súmula desse mesmo documento, onde se pode encontrar, numa linguagem clara e mais acessível, um resumo dos principais indicadores e dados relativos a 2010, assim como o perfil da vítima e do autor do crime e a metodologia adoptada.
Em 2010, nos seus 20 anos, a APAV ultrapassou a faixa dos 10.000 processos de apoio, mais precisamente 12.660, que se traduziram num universo estimado de cerca de 25.000 pessoas apoiadas (vítimas directas e indirectas).


Fonte: APAV

GRAAL: Banco do Tempo....Tempo para os outros, tempo para si

"Sensibilização das famílias e da comunidade para a criação de redes de entreajuda, com base em afinidades de vizinhança e de interesses comuns, e apoio à criação de infra-estruturas necessárias para a sua existência".

In "Caderno de Medidas e Recomendações Para a Conciliação Entre a Vida Profissional e a Vida Familiar", projecto Para Uma Sociedade Activa, Graal, 1999

O Banco de Tempo nasceu da necessidade de "criar redes de entreajuda", conforme expresso pelos testemunhos das Audições Públicas realizadas no projecto "Para Uma Sociedade Activa", sendo enquadrado na actividade do Graal na medida em se que propõe estimular, apoiar e organizar iniciativas que visam a criação de novos modelos de vida em sociedade, a valorização das pessoas e a revitalização das comunidades.

O modelo de Banco de Tempo inspirou-se na filosofia dos bancos de tempo que apareceram em Itália no início da década de 90. O Graal começou a trabalhar neste projecto no início de 2001 depois de ter contactado com o conceito, em Barcelona, na Associação Salut Y Família que desenvolve um projecto semelhante em Espanha. Depois de um ano dedicado à criação da infra-estrutura e ao envolvimento de instituições e pessoas, foram lançadas para as primeiras agências no início de 2002.

Perfil do Envelhecimento

No âmbito do estudo, avaliou-se a autonomia funcional multidimensional, no âmbito físico, mental e social, de 2.516 indivíduos representativos da população continental portuguesa. A amostra foi estratificada por 3 grupos etários, 55-64 anos, 65-74 anos e maiores que 75 anos, por género e por distribuição regional, Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo (LVT), Alentejo e Algarve.

Os indivíduos foram comparados de acordo com os seguintes parâmetros de interesse:
Caracterização sócio-demográfica;
Locomoção, autonomia física e autonomia instrumental;
Quedas, percepção do estado de saúde, estado emocional e avaliação cognitiva;
Actividade física, tabagismo, hábitos alimentares;
Características antropométricas;
Parâmetros laboratoriais hematológicos, bioquímicos e imunológicos.

Os resultados revelam que a população portuguesa envelhece apresentando, maioritariamente, independência funcional com hábitos de vida favoráveis, sendo o limite estimado para o aparecimento de factores de dependência funcional a idade superior a 70 anos.
Em particular, a análise por grupo etário concluiu que o grupo dos 55-64 anos apresentou menor percentagem de casos desfavoráveis na maioria dos parâmetros estudados, excepto no domínio dos hábitos de vida e tabagismo.
Relativamente à análise por região, constata-se que o Norte, apresenta uma situação mais desfavorável quanto à rede social e à avaliação cognitiva. A região do Alentejo destaca-se, por apresentar o dobro da possibilidade dos indivíduos serem dependentes funcionais, em relação aos individuos da região de LVT.
O estudo salienta ainda, que existe 4,28 mais probabilidade de dependência funcional nos indivíduos do sexo masculino em comparação com os do sexo feminino, atingindo sobretudo os com idade superior a 75 anos.
O estudo pretende assim conceder um nível de conhecimentos facilitador do desenvolvimento de planos estratégicos de intervenção ao nível de prevenção, tratamento e reabilitação, contribuindo para a promoção de estilos de vida saudáveis e bem-estar da população idosa portuguesa.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Casa de Chá do Jardim da Sereia - Um espaço de sabores

Muitas casas de chá têm aberto por esse país fora, mas esta será diferente”. A diferença está na capacidade de ser “um espaço de inclusão” para os jovens da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Coimbra (APPACDM) que ali vão trabalhar e aprender, explica a presidente da instituição, Helena Albuquerque.
A Casa de Chá do Jardim da Sereia abre hoje ao público, depois de um período de gestação de quase 12 anos. E, a partir de “um ninho de ratos”, como descreve Sidónio Simões, engenheiro e diretor do Gabinete do Centro Histórico, nasceu um espaço sofisticado e agradável.

Um espaço de sabores
Não é preciso fazer um esforço para gostar desta casa. Além dos chás, chocolates ou vinhos de seleção, sente-se o cheiro das empadas de Montemor-o-Velho, dos croquetes feitos no centro Casa Branca, dos bolos de São Silvestre ou das tartes de Arganil, entre outras iguarias. “Temos aqui um desafio diferente que é trazer os sabores”, sublinha Ana Isabel, diretora técnica da APPACDM.
Tudo servido num espaço que nasceu da parceria entre a câmara e a associação, recuperando aquela que era a antiga casa do guarda e as velhas instalações sanitárias do jardim.

Jornal "Diário As Beiras" de 12 de Fevereiro de 2011

Aparafusou a porta para mulher morrer

V. N. Gaia: Professora primária assassinada pelo marido em casa

Aparafusou a porta para mulher morrer

As agressões físicas por parte do marido eram constantes e os insultos tornaram-se diários. Mas, o que mais doía a Anabela Batalha, uma professora de 44 anos, era ver os filhos, de 8, 10 e 17 anos, serem também espancados.


A 10 de Julho do ano passado saiu da casa, em Arcozelo, Vila Nova de Gaia. Voltou cinco dias depois e acabou esfaqueada sete vezes pelo marido na lavandaria. Após cometer o crime, José Baptista, de 43 anos, aparafusou a porta da divisão e deixou Anabela a morrer. Começa a ser julgado dia 3 de Março.
Segundo a acusação a que o CM teve acesso, Anabela e os filhos eram agredidos há vários anos. Bastante violento, José, que se encontra em prisão preventiva, espancava quase diariamente a mulher e os menores. A 10 de Julho, voltou a agredir a família, mas desta vez Anabela enfrentou-o. Saiu de casa e nesse mesmo dia o filho mais velho foi à GNR apresentar uma queixa contra o pai. Os militares foram a casa do agressor, aquele foi detido e três dias antes do crime foi ouvido por um juiz de instrução criminal, que o decidiu libertar.
No entanto, nem o envolvimento das autoridades travou José. Durante os dias que se seguiram perseguiu Anabela, que estava refugiada em casa de uma amiga, e tentou convencê-la a todo o custo a regressar a casa. A professora recusou sempre, mas o agressor não desistiu. Horas antes de cometer o crime, surpreendeu a vítima no centro de saúde, onde aquela se tinha dirigido para tratar os ferimentos que tinha, fruto das agressões. José insistiu e convenceu a mulher a ir até casa para conversarem.
Por volta das 11h00, Anabela entrou em casa na rua do Calvário. Enquanto o filho mais velho, de 17 anos, e a amiga carregavam algumas roupas, a mulher dirigiu-se à lavandaria para falar com o marido. José não hesitou. Pegou em duas facas e esfaqueou a mulher sete vezes. De seguida, mudou de roupa e aparafusou a porta com uma máquina, para impedir que fosse salva. Saiu de casa e ainda falou com o filho. "Vou-me embora, podes ficar com a casa." O jovem correu para a lavandaria e ainda ouviu a voz da mãe. Com um pé-de-cabra abriu a porta e encontrou Anabela numa poça de sangue. Morreu minutos depois.

Correio da Manhã de 12 de Fevereiro de 2011